E Deus disse: sejam Freelancers…

Como todo bom (impáfia à parte) designer pós-universitário eu me auto-intitulo freelancer. Mas, what a fuck é um freelancer?

Lhes digo-lhes a vocês próprios: um freelancer é um zumbi com tendinite no pulso, dedo indicador, cotovelo ou ombro derivada do instinto básico de sobrevivência free-zombie-lancer intimamente atrelado ao uso do computador.

Somos muitas vezes mal remunerados, explorados, expurgados, infernizados, cutucados e levados ao limite por clientes que não sabem, sequer, do que se trata “harmonia de cores”.

Não, não é frescura ser explícitos quanto a não utilizar verde com laranja. Não é bobagem nossa repudiarmos o uso de 160 fotos coloridas em um espaço que mal caberia um cartão de visitas.

Maldita hora que eu larguei tudo para ser designer…

Bendita hora do julgamento final, quando o bom velhinho pesará todo o nosso sofrimento terreno e nos abençoará, sem sombra de dúvidas, com uma fofa nuvem sobre o céu do Haiti.

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